
Veja!
Há uma dúvida no ar
Há uma súplica a acompanhar-me
Gritando Silenciosamente...
Sinta!
Há uma força fraquejante
Há um imóvel dançante
Confundindo olhares distintos
Fale-me!
Da infância...
Da importância
Do que não tem valor
Explique-me!
O que palavras não descrevem
Pessoas não explicam
E que a fé se atreve a declamar:
Estrofes esperançosas!
Onde calma e desespero se beijam (Apaixonadamente)
Numa confirmação duvidosa
Até o fim desses dias estranhos...
Estranhos?
Sim, docemente amargos...
E há um risco imenso
De que todas as palavras se percam
E todos os versos também
Estrofes, rimas, poemas e dilemas!
Restando apenas ela:
A fé!
Monossílabo sem fim...
O poeta atrevido
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